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KeyWords: água; economia; São Paulo; ONG; bombonas; Sabesp

ID da Notícia: 1552

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Data: 27/02/2015

Título: Cirurgiões-Dentistas relatam como estão fazendo a economia de água para sobreviver à crise hídrica da Grande São Paulo

Manchete: A falta de água enfrentada na Cidade de São Paulo é iminente e tem afetado a qualidade de vida da população em toda a capital.


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Cirurgiões-Dentistas relatam como estão fazendo a economia de água para sobreviver à crise hídrica da Grande São Paulo

 

A falta de água enfrentada na Cidade de São Paulo é iminente e tem afetado a qualidade de vida da população em toda a capital. Segundo a Sabesp, apesar das fortes chuvas em São Paulo, o nível do Sistema Cantareira, responsável por abastecer 6,5 milhões de pessoas, opera com 5,6% de sua capacidade, com a queda de 0,1 ponto percentual.

 

A economia de água e o corte de desperdícios não são mais uma opção. Segundo o Diretor da ONG Projeto Semente, Fernando Papa, a Sabesp aponta que o Brasil desperdiça 37% da água tratada, e só na cidade de São Paulo o índice é de 26% “já havia campanhas que pediam para economizar a água, pois 25% da nossa água ia para o ralo”.

 

Fernando Papa explica que crise tende a piorar, “o consumidor final não pode fazer chover, embora já esteja fazendo sua parte. A vazão do sistema Cantareira em fevereiro de 2014 era de 31,8 m³/s e agora está próxima de 16 m³/s. O bônus na conta de água, para quem economizasse, fez o sistema economizar 10% da vazão inicial, mas infelizmente já é tarde demais” diz.

 

Segundo o Diretor da ONG, as entidades do terceiro setor estão desempenhando o papel de conscientização da população contra o desperdício, principalmente com o apoio da imprensa e as mídias em geral, para atingir um público mais amplo.

 

“Economizar água é educação. Podemos, por exemplo, comprar ‘bombonas’ de 200 ou 100 litros e conectar na saída de água de telhado. Essa água pode ser utilizada para regar jardins, lavar o quintal e assim gerar economia”, orienta Papa.

 

Ele sugere um caminho, a longo prazo, de interligação da bacia do rio Paraíba do Sul com o sistema Cantareira, autorizada pela Agência Nacional de Águas. “Porém, concluída a obra, 5 m³/s poderá ser transferido do sistema, o que não resolve o problema. O governo poderia captar a água pluvial, tornando-a potável. Muito mais eficaz do que utilizar tecnologia para transformá-la. Pois, sem água não há vida”, relata.

 

Os profissionais da Odontologia estão tentando sobreviver à crise hídrica do Sistema Cantareira, tendo que se submeter a economias de água dentro da clínica e do consultório. A Cirurgiã-Dentista Ketlin Monique conta que o consumo de água dentro do consultório de Odontologia é muito alto e que a profissão depende disso. “Procuro ficar atenta ao modo em que a água está sendo usada. Dou enfoque em não deixar acumular os instrumentais contaminados no momento da lavagem, fazendo assim uma pequena, mas importante economia”, afirma a Cirurgiã-Dentista.

 

Ketlin frisa que mantém a cuspideira ligada somente no momento que irá utilizar a água nos procedimentos, e não o tempo todo como antes. Ela relata que por mais que o profissional de Odontologia se mantenha num cotidiano dentro do consultório, a capacidade da tecnologia que existe nos dias de hoje proporciona a possibilidade de diminuir o consumo de água dentro do consultório e em casa. “Condicionando o uso racional e consciente, poderemos acabar ou pelo menos diminuir a crise de falta de água no momento”.

 

A fim de auxiliar a população no controle da perda de água, foram desenvolvidos aplicativos para reter o desperdício a partir da tecnologia. O aplicativo Fake Shower faz o calculo da quantidade de água utilizada e calcula quantos baldes de água poderiam ter sido enchidos reaproveitando toda a água jorrada. A plataforma disponível somente para iPhone, simula até mesmo o som que a água executa. A SWU também desenvolveu um aplicativo, chama-se “Sai de Banho”, que desafia os usuários a reduzirem o tempo do banho.

 

“Condicionando o uso racional e consciente, poderemos acabar ou pelo menos diminuir a crise de falta de água no momento”, afirma Ketlin.

 

Já a Cirurgiã-Dentista Renata Gatti diz que em sua casa há colaboração na economia de água, reutilizando a água da máquina de lavar, para limpar o chão posteriormente. “Todos estamos tomando banhos rápidos e não utilizo mais a banheira para as crianças porque desperdiça muita água”, conta.

 

Dentro do consultório, Renata especifica que há procedimentos que não são possíveis de fazer o uso econômico da água, como é o caso da caneta de alta rotação, pois ela necessita de água para funcionar. “Em muitos procedimentos, a boca precisa ser lavada com a água da seringa tríplice, o que também não conseguimos reduzir”. Renata também diz que agora coloca um botão na cuspideira, onde a água só é utilizada quando o paciente vai cuspir, evitando muito o desperdício de água constante no consultório.

 

Ela diz que ainda não deixou de abrir o consultório por falta de água ou teve sequer prejuízos graves, mas que em sua opinião, a crise conscientizou muito a população em relação ao consumo de água diariamente, “pois a nossa profissão depende muito do consumo de água” ressalta.

 

A falta de chuva na Região Metropolitana de São Paulo, e as altas temperaturas registradas desde o início de 2015, colaboram para a queda do nível de água do Reservatório do Sistema Cantareira, além do consumo proeminente da energia elétrica, que também contribui na involução no nível de água do reservatório. A temperatura chegou a sua maior alta desde o início do verão com 36,5 °C em Janeiro de 2015.

 

Não somente a economia de água, como também a economia de energia, a Cirurgiã-Dentista Roberta Gazebayoukia, salienta que sempre fez o uso racional dos recursos no ambiente de trabalho. Ela explica que o equipo funciona com garrafinhas de 250 ml e que a cada paciente, dependendo do procedimento, ela completa com água mineral. “Compro galão de 20 litros para evitar o desperdício, a cuspideira permanece desligada e utilizo sugadores em tempo integral”, ressalta.

 

A Cirurgiã-Dentista também faz o possível para economizar energia elétrica, mantendo somente a luz acesa e o ar-condicionado ligado no nível mínimo dentro do consultório. “Mantenho o compressor ligado somente quando há paciente”, comenta Roberta.

 

Ela enaltece atenção na hora da escovação dos dentes, “tenho uma placa na pia do lavabo, alertando para o consumo de água, e para manter a torneira fechada. Essa é uma forma de lembrarmos a sociedade sobre o uso consciente do recurso natural mais abundante do planeta”, conclui Roberta Gazebayoukian.

 

Da redação

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Cirurgiões-Dentistas relatam como estão fazendo a economia de água para sobreviver à crise hídrica da Grande São Paulo

A falta de água enfrentada na Cidade de São Paulo é iminente e tem afetado a qualidade de vida da população em toda a capital.

Data da Notícia | 27/02/2015

Cirurgiões-Dentistas relatam como estão fazendo a economia de água para sobreviver à crise hídrica da Grande São Paulo

 

A falta de água enfrentada na Cidade de São Paulo é iminente e tem afetado a qualidade de vida da população em toda a capital. Segundo a Sabesp, apesar das fortes chuvas em São Paulo, o nível do Sistema Cantareira, responsável por abastecer 6,5 milhões de pessoas, opera com 5,6% de sua capacidade, com a queda de 0,1 ponto percentual.

 

A economia de água e o corte de desperdícios não são mais uma opção. Segundo o Diretor da ONG Projeto Semente, Fernando Papa, a Sabesp aponta que o Brasil desperdiça 37% da água tratada, e só na cidade de São Paulo o índice é de 26% “já havia campanhas que pediam para economizar a água, pois 25% da nossa água ia para o ralo”.

 

Fernando Papa explica que crise tende a piorar, “o consumidor final não pode fazer chover, embora já esteja fazendo sua parte. A vazão do sistema Cantareira em fevereiro de 2014 era de 31,8 m³/s e agora está próxima de 16 m³/s. O bônus na conta de água, para quem economizasse, fez o sistema economizar 10% da vazão inicial, mas infelizmente já é tarde demais” diz.

 

Segundo o Diretor da ONG, as entidades do terceiro setor estão desempenhando o papel de conscientização da população contra o desperdício, principalmente com o apoio da imprensa e as mídias em geral, para atingir um público mais amplo.

 

“Economizar água é educação. Podemos, por exemplo, comprar ‘bombonas’ de 200 ou 100 litros e conectar na saída de água de telhado. Essa água pode ser utilizada para regar jardins, lavar o quintal e assim gerar economia”, orienta Papa.

 

Ele sugere um caminho, a longo prazo, de interligação da bacia do rio Paraíba do Sul com o sistema Cantareira, autorizada pela Agência Nacional de Águas. “Porém, concluída a obra, 5 m³/s poderá ser transferido do sistema, o que não resolve o problema. O governo poderia captar a água pluvial, tornando-a potável. Muito mais eficaz do que utilizar tecnologia para transformá-la. Pois, sem água não há vida”, relata.

 

Os profissionais da Odontologia estão tentando sobreviver à crise hídrica do Sistema Cantareira, tendo que se submeter a economias de água dentro da clínica e do consultório. A Cirurgiã-Dentista Ketlin Monique conta que o consumo de água dentro do consultório de Odontologia é muito alto e que a profissão depende disso. “Procuro ficar atenta ao modo em que a água está sendo usada. Dou enfoque em não deixar acumular os instrumentais contaminados no momento da lavagem, fazendo assim uma pequena, mas importante economia”, afirma a Cirurgiã-Dentista.

 

Ketlin frisa que mantém a cuspideira ligada somente no momento que irá utilizar a água nos procedimentos, e não o tempo todo como antes. Ela relata que por mais que o profissional de Odontologia se mantenha num cotidiano dentro do consultório, a capacidade da tecnologia que existe nos dias de hoje proporciona a possibilidade de diminuir o consumo de água dentro do consultório e em casa. “Condicionando o uso racional e consciente, poderemos acabar ou pelo menos diminuir a crise de falta de água no momento”.

 

A fim de auxiliar a população no controle da perda de água, foram desenvolvidos aplicativos para reter o desperdício a partir da tecnologia. O aplicativo Fake Shower faz o calculo da quantidade de água utilizada e calcula quantos baldes de água poderiam ter sido enchidos reaproveitando toda a água jorrada. A plataforma disponível somente para iPhone, simula até mesmo o som que a água executa. A SWU também desenvolveu um aplicativo, chama-se “Sai de Banho”, que desafia os usuários a reduzirem o tempo do banho.

 

“Condicionando o uso racional e consciente, poderemos acabar ou pelo menos diminuir a crise de falta de água no momento”, afirma Ketlin.

 

Já a Cirurgiã-Dentista Renata Gatti diz que em sua casa há colaboração na economia de água, reutilizando a água da máquina de lavar, para limpar o chão posteriormente. “Todos estamos tomando banhos rápidos e não utilizo mais a banheira para as crianças porque desperdiça muita água”, conta.

 

Dentro do consultório, Renata especifica que há procedimentos que não são possíveis de fazer o uso econômico da água, como é o caso da caneta de alta rotação, pois ela necessita de água para funcionar. “Em muitos procedimentos, a boca precisa ser lavada com a água da seringa tríplice, o que também não conseguimos reduzir”. Renata também diz que agora coloca um botão na cuspideira, onde a água só é utilizada quando o paciente vai cuspir, evitando muito o desperdício de água constante no consultório.

 

Ela diz que ainda não deixou de abrir o consultório por falta de água ou teve sequer prejuízos graves, mas que em sua opinião, a crise conscientizou muito a população em relação ao consumo de água diariamente, “pois a nossa profissão depende muito do consumo de água” ressalta.

 

A falta de chuva na Região Metropolitana de São Paulo, e as altas temperaturas registradas desde o início de 2015, colaboram para a queda do nível de água do Reservatório do Sistema Cantareira, além do consumo proeminente da energia elétrica, que também contribui na involução no nível de água do reservatório. A temperatura chegou a sua maior alta desde o início do verão com 36,5 °C em Janeiro de 2015.

 

Não somente a economia de água, como também a economia de energia, a Cirurgiã-Dentista Roberta Gazebayoukia, salienta que sempre fez o uso racional dos recursos no ambiente de trabalho. Ela explica que o equipo funciona com garrafinhas de 250 ml e que a cada paciente, dependendo do procedimento, ela completa com água mineral. “Compro galão de 20 litros para evitar o desperdício, a cuspideira permanece desligada e utilizo sugadores em tempo integral”, ressalta.

 

A Cirurgiã-Dentista também faz o possível para economizar energia elétrica, mantendo somente a luz acesa e o ar-condicionado ligado no nível mínimo dentro do consultório. “Mantenho o compressor ligado somente quando há paciente”, comenta Roberta.

 

Ela enaltece atenção na hora da escovação dos dentes, “tenho uma placa na pia do lavabo, alertando para o consumo de água, e para manter a torneira fechada. Essa é uma forma de lembrarmos a sociedade sobre o uso consciente do recurso natural mais abundante do planeta”, conclui Roberta Gazebayoukian.

 

Da redação

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