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KeyWords: projeto amazonas; endodôntico; protocolo;

ID da Notícia: 1593

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Data: 29/02/2016

Título: Projeto Amazonas leva tratamento endodôntico para população ribeirinha

Manchete: Desenvolver um protocolo de tratamento endodôntico fácil, rápido, simples, de baixo custo e alta qualidade, com a proposta de transmitir saúde e dignidade à população.


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Projeto Amazonas leva tratamento endodôntico para população ribeirinha

 

Uma das questões mais críticas observadas em países do terceiro mundo ou demais classificações é a questão financeira ou social. A mesma pode ser observada tanto no cotidiano das grandes cidades, quanto nos sistemas de convênios absurdos e, é claro, nas periferias e nos campos. Assim sendo, é missão fundamental de pesquisadores, desenvolver um protocolo de tratamento endodôntico fácil, rápido, simples, de baixo custo e alta qualidade, com a proposta de transmitir saúde e dignidade à população.

 

Neste conceito, o professor do curso de Especialização em Endodontia da EAP APCD Central, Manoel Eduardo de Lima Machado, que é especialista, mestre, doutor e livre docente em Endodontia pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (Fousp), professor associado 2 da Fousp, professor dos cursos de Pós-Graduação, Especialização, Mestrado e Doutorado da USP e visiting prof. HARVARD Dental School explica que o “PROJETO AMAZONAS” foi criado com a finalidade de propôr um protocolo endodôntico simples utilizando tecnologias, para ser aplicado em situações de condições adversas.

 

Juntamente com o coordenador da área de Odontologia do Núcleo de Apoio à População Ribeirinha da Amazônia (Napra) no ano de 2014, Caio Eduardo Caseiro de Lima Machado que é especialista em Endodontia pelo Hospital Militar de área de São Paulo, pós-graduado em Diagnóstico por Imagem na Fundecto e especializando em Implantodontia na APCD Regional Ipiranga, bem como com Felipe Britto de Lima Machado, graduando em Odontologia na Universidade Cruzeiro do Sul, Manoel Eduardo conta que o piloto deste projeto se iniciou com o uso de sistemas rotatórios convencionais de rotação contínua, que foram testados por professores e alunos de pós-graduação.

 

“Em 1998, iniciou-se o projeto através do treinamento laboratorial em manequins endodônticos com dentes naturais, que foi posteriormente aplicado aos alunos de graduação, que resultaram em mais de 2000 tratamentos de molares superiores e inferiores. Já na fase clínica, observou-se excelentes resultados técnicos referente à qualidade, sucesso clínico (demonstrado na observação de casos proservados em até 2 anos), tempo reduzido, facilidade de aprendizado e aplicação”.

 

Logo, o “PROJETO AMAZONAS” foi introduzido ao Projeto Napra, que visa o atendimento das populações ribeirinhas do rio Amazonas, no qual atendimentos médico, odontológico, psicológico, noções de saúde pública e demais áreas da saúde são realizados durante o mês de julho com grupo de profissionais e estudantes voluntários. “O projeto é particular, com patrocínio limitado e todos os recursos são pessoais ou doados. Os participantes saem de São Paulo em viagens de ônibus de quatro dias, depois barcos e partem para o atendimento em locais onde o governo está ausente ou tem pouco contato. Os profissionais e estudantes são divididos em grupos para os diferentes trabalhos. Criamos neste projeto a ação de Endodontia, visto que, anteriormente somente extrações dentárias eram realizadas”, esclarece o coordenador da área de Odontologia do Napra em 2014, Caio.

 

Desta forma, com lanternas, localizadores apicais, sistemas rotatórios, RX, substâncias químicas auxiliares e obturações com cone único, modificada por Manoel Eduardo, os tratamentos foram realizados. “Há cerca de três anos, quatro alunos de especialização e quatro estudantes de graduação puderam realizar em três viagens, 185 endodontias de molares com diferentes estados patológicos pulpares e periapicais (polpa viva, necrose apical com e sem lesão). Vale salientar, que dado às circunstancias, os tratamentos foram realizados em sessão única evitando-se assim a extração destes dentes. O retorno e a participação da população foram significativos, no qual um ano após o tratamento pôde ser realizada a avaliação e proservação com retorno de 120 casos. Destes casos somente oito foram extraídos por permanecer com lesão apical, sendo que todos os outros apresentaram reparação óssea”.

Em julho deste ano, o “PROJETO AMAZONAS” continua fiel à sua proposta, e entrou em sua Fase 2, modificando consideravelmente seu protocolo técnico, sendo introduzidas as  limas-únicas de movimento reciprocante. “Tal sistema de instrumentação é uma grande vantagem da tecnologia moderna, pois resultam no tratamento endodôntico relativamente mais rápido com qualidade comprovada através de trabalhos científicos realizados pelo nosso grupo”, descreve Manoel Eduardo.

 

A região escolhida para a aplicação do “PROJETO AMAZONAS” 2014 foi Nazaré, localizada às margens do Rio Madeira e Lago de Cumiã, um lago formado por um afluente do rio Madeira em Rondônia. “No momento em que chegamos a Nazaré estava parcialmente destruída por uma grande enchente de 18 metros do Rio Madeira, que desabrigou vários moradores da região. No primeiro dia, foi realizada a triagem, e os pacientes que apresentavam pulpite aguda e/ou cárie profunda ou ainda, necrose pulpar sem rarefações ósseas dignas de nota ou edema foram selecionados para o tratamento endodôntico. Devido à distância e impossibilidade de tratamento continuado, estes casos foram realizados em sessão única, utilizando a tecnologia atual disponibilizada na Endodontia: emissor de raio X portátil, radiografia digital, motor elétrico portátil, instrumentos de lima única, entre outros. No total entre cirurgias, restaurações e tratamentos endodônticos, foram realizados mais de 200 procedimentos. Em seis dias de atendimento, 54 molares foram tratados utilizando sessões com duração média de 1 hora por paciente. Da análise destes casos atendidos, foi observado pós-operatório tolerável em 20%, ausência total de sintomatologia dolorosa em 80%. Dentro do Projeto e condições estipuladas, a técnica e o protocolo estão perfeitamente indicados para uma Endodontia de alta praticidade, qualidade e eficiência, mesmo em lugares com condições locais limitadas”, finaliza o professor.



Fonte: APCD Central / EAP

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Projeto Amazonas leva tratamento endodôntico para população ribeirinha

Desenvolver um protocolo de tratamento endodôntico fácil, rápido, simples, de baixo custo e alta qualidade, com a proposta de transmitir saúde e dignidade à população.

Data da Notícia | 29/02/2016

Projeto Amazonas leva tratamento endodôntico para população ribeirinha

 

Uma das questões mais críticas observadas em países do terceiro mundo ou demais classificações é a questão financeira ou social. A mesma pode ser observada tanto no cotidiano das grandes cidades, quanto nos sistemas de convênios absurdos e, é claro, nas periferias e nos campos. Assim sendo, é missão fundamental de pesquisadores, desenvolver um protocolo de tratamento endodôntico fácil, rápido, simples, de baixo custo e alta qualidade, com a proposta de transmitir saúde e dignidade à população.

 

Neste conceito, o professor do curso de Especialização em Endodontia da EAP APCD Central, Manoel Eduardo de Lima Machado, que é especialista, mestre, doutor e livre docente em Endodontia pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (Fousp), professor associado 2 da Fousp, professor dos cursos de Pós-Graduação, Especialização, Mestrado e Doutorado da USP e visiting prof. HARVARD Dental School explica que o “PROJETO AMAZONAS” foi criado com a finalidade de propôr um protocolo endodôntico simples utilizando tecnologias, para ser aplicado em situações de condições adversas.

 

Juntamente com o coordenador da área de Odontologia do Núcleo de Apoio à População Ribeirinha da Amazônia (Napra) no ano de 2014, Caio Eduardo Caseiro de Lima Machado que é especialista em Endodontia pelo Hospital Militar de área de São Paulo, pós-graduado em Diagnóstico por Imagem na Fundecto e especializando em Implantodontia na APCD Regional Ipiranga, bem como com Felipe Britto de Lima Machado, graduando em Odontologia na Universidade Cruzeiro do Sul, Manoel Eduardo conta que o piloto deste projeto se iniciou com o uso de sistemas rotatórios convencionais de rotação contínua, que foram testados por professores e alunos de pós-graduação.

 

“Em 1998, iniciou-se o projeto através do treinamento laboratorial em manequins endodônticos com dentes naturais, que foi posteriormente aplicado aos alunos de graduação, que resultaram em mais de 2000 tratamentos de molares superiores e inferiores. Já na fase clínica, observou-se excelentes resultados técnicos referente à qualidade, sucesso clínico (demonstrado na observação de casos proservados em até 2 anos), tempo reduzido, facilidade de aprendizado e aplicação”.

 

Logo, o “PROJETO AMAZONAS” foi introduzido ao Projeto Napra, que visa o atendimento das populações ribeirinhas do rio Amazonas, no qual atendimentos médico, odontológico, psicológico, noções de saúde pública e demais áreas da saúde são realizados durante o mês de julho com grupo de profissionais e estudantes voluntários. “O projeto é particular, com patrocínio limitado e todos os recursos são pessoais ou doados. Os participantes saem de São Paulo em viagens de ônibus de quatro dias, depois barcos e partem para o atendimento em locais onde o governo está ausente ou tem pouco contato. Os profissionais e estudantes são divididos em grupos para os diferentes trabalhos. Criamos neste projeto a ação de Endodontia, visto que, anteriormente somente extrações dentárias eram realizadas”, esclarece o coordenador da área de Odontologia do Napra em 2014, Caio.

 

Desta forma, com lanternas, localizadores apicais, sistemas rotatórios, RX, substâncias químicas auxiliares e obturações com cone único, modificada por Manoel Eduardo, os tratamentos foram realizados. “Há cerca de três anos, quatro alunos de especialização e quatro estudantes de graduação puderam realizar em três viagens, 185 endodontias de molares com diferentes estados patológicos pulpares e periapicais (polpa viva, necrose apical com e sem lesão). Vale salientar, que dado às circunstancias, os tratamentos foram realizados em sessão única evitando-se assim a extração destes dentes. O retorno e a participação da população foram significativos, no qual um ano após o tratamento pôde ser realizada a avaliação e proservação com retorno de 120 casos. Destes casos somente oito foram extraídos por permanecer com lesão apical, sendo que todos os outros apresentaram reparação óssea”.

Em julho deste ano, o “PROJETO AMAZONAS” continua fiel à sua proposta, e entrou em sua Fase 2, modificando consideravelmente seu protocolo técnico, sendo introduzidas as  limas-únicas de movimento reciprocante. “Tal sistema de instrumentação é uma grande vantagem da tecnologia moderna, pois resultam no tratamento endodôntico relativamente mais rápido com qualidade comprovada através de trabalhos científicos realizados pelo nosso grupo”, descreve Manoel Eduardo.

 

A região escolhida para a aplicação do “PROJETO AMAZONAS” 2014 foi Nazaré, localizada às margens do Rio Madeira e Lago de Cumiã, um lago formado por um afluente do rio Madeira em Rondônia. “No momento em que chegamos a Nazaré estava parcialmente destruída por uma grande enchente de 18 metros do Rio Madeira, que desabrigou vários moradores da região. No primeiro dia, foi realizada a triagem, e os pacientes que apresentavam pulpite aguda e/ou cárie profunda ou ainda, necrose pulpar sem rarefações ósseas dignas de nota ou edema foram selecionados para o tratamento endodôntico. Devido à distância e impossibilidade de tratamento continuado, estes casos foram realizados em sessão única, utilizando a tecnologia atual disponibilizada na Endodontia: emissor de raio X portátil, radiografia digital, motor elétrico portátil, instrumentos de lima única, entre outros. No total entre cirurgias, restaurações e tratamentos endodônticos, foram realizados mais de 200 procedimentos. Em seis dias de atendimento, 54 molares foram tratados utilizando sessões com duração média de 1 hora por paciente. Da análise destes casos atendidos, foi observado pós-operatório tolerável em 20%, ausência total de sintomatologia dolorosa em 80%. Dentro do Projeto e condições estipuladas, a técnica e o protocolo estão perfeitamente indicados para uma Endodontia de alta praticidade, qualidade e eficiência, mesmo em lugares com condições locais limitadas”, finaliza o professor.



Fonte: APCD Central / EAP

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