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Data: 04/08/2016

Título: Respiração Bucal e Má Oclusão

Manchete: A prevenção é a maior arma contra esse problema. Consultar profissionais comprometidos com a prevenção poderá evitar graves problemas.


Corpo da notícia

No dia a dia nós dentistas nos deparamos com alterações das arcadas dentárias que surgem devido a fatores genéticos e funcionais.

Um deles é a respiração bucal que se instala por obstrução das vias aéreas superiores a qual pode ter diversas causas.

 

As principais são:

 

Rinite alérgica,

Hiperplasia(aumento) de adenoides,

Alterações do septo nasal,

Amígdalas inflamadas,

Conchas nasais hipertróficas e

Hábitos deletérios ou nocivos

A rinite alérgica é a principal causa da obstrução nasal, caracteriza-se por um processo inflamatório desencadeado tanto pelo contato com os alérgenos quanto com agentes irritantes.

 

Define-se rinite alérgica como uma doença caracterizada clinicamente por prurido nasal intenso, espirros em salva, obstrução nasal e coriza hialina, sintomas estes consequentes ao intenso processo inflamatório da mucosa nasal. Acredita-se que cerca de 10% da população mundial apresente rinite alérgica, atingindo aproximadamente 15% em crianças e adolescentes.

 

A “síndrome alérgica” desencadeia a respiração bucal crônica, sendo grande problema para ortodontistas, pois é de difícil tratamento devido a sua etiologia que está associada ao ônus que se paga pela civilização moderna, a poluição, ao ar-condicionado, etc.

 

Hábitos cronicamente adquiridos e mantidos, como o uso prolongado de chupeta e mamadeira com bico inadequado, falta de aleitamento materno. A postura errada da mamadeira poderá dificultar a respiração pelo nariz. A posição do bebê no berço, pois se ele estiver mal posicionado não conseguirá respirar pelo nariz.

 

Existem ainda pessoas que conservam o hábito de respirar pela boca, apesar da possibilidade de respirar pelo nariz, que atualmente é denominada disfunção, isto é, o paciente não respira pelo nariz devido aos anos de obstrução real que o impediram de usar sua musculatura facial de maneira correta, seus lábios adquiriram uma posição incorreta, ocasionada pela hipotonia(flacidez) labial. Com isso, mesmo não havendo nada que o impeça de respirar pelo nariz ele não consegue. É frequente encontrarmos nos pacientes com respiração bucal, interposição de língua, onicofagia (hábito de roer as unhas) e movimento de língua como se estivesse mastigando.

 

Devido a todas estas alterações ocorridas na musculatura facial e esquelética, o paciente desenvolve uma disfunção respiratória que o leva a respirar pela boca, mesmo após tratamento que libere suas vias respiratórias, sendo necessário uma terapia fonoaudiológica que o ajude a respirar pelo nariz.

 

Este conjunto de sintomas e sinais característicos encontrados no respirador bucal, permitem identificar a respiração bucal como uma síndrome, que dá ao paciente um aspecto geral de criança abobalhada, distraída e ausente. Os sintomas frequentemente são:

 

Estrutura facial alterada: a face torna-se longa e estreita.

Lábio superior hipotônico, curto e elevado com alteração, dada à pouca irrigação sanguínea.

Lábios separados e ressecados.

Língua hipotônica, volumosa, repousando no assoalho bucal.

Nariz pequeno, afilado, tenso, ou com a pirâmide alargada.

Olheiras profundas.

A história clínica do paciente com respiração bucal é característica. Frequentemente encontrarmos amigdalites recorrentes, rinite alérgica, hipertrofia de adenoides, etc…. É relatado também ronco, halitose, síndrome da apneia obstrutiva do sono, irritabilidade e/ou agressividade sem causa aparente.

 

Assim como distúrbios de crescimento, desenvolvimento, falta de atenção na escola, estão associados à crônica falta de oxigenação sanguínea adequada (diminuição de O2), propiciando uma deterioração da qualidade de vida e um processo de envelhecimento precoce.

 

A respiração bucal obriga o paciente a manter a boca aberta, para suprir a deficiência de ar respirado. Com isso o equilíbrio bochechas/língua é removido, alterando o equilíbrio da musculatura facial e é o principal fator etiológico da chamada “Síndrome da face longa”.

 

As alterações mais frequentes encontradas nos respiradores bucais são:

 

Mordida cruzada devido ao estreitamento encontrado na maxila.

Mordida aberta anterior, devido à falta de pressão do lábio superior sobre os incisivos e os dentes entreabertos para facilitar a respiração, isto causa o rompimento do equilíbrio de forças mantenedoras da oclusão.

Palato ogival, pois a pressão negativa do ar entrando pela cavidade bucal, em vez de entrar pelo nariz, faz com que o palato cresça para cima, provocando desarmonias oclusais e apinhamento devido a atresia do arco.

Mento (queixo) retraído.

Gengivite crônica, devido ao ressecamento da mucosa oral e a um acúmulo de placa bacteriana, em consequência do excesso de muco aderido aos dentes.

Alto índice de cárie. As alterações características do respirador bucal como a queda da mandíbula, musculatura labial, língua apoiada no assoalho bucal e as outras anteriormente citadas, alteram a microbiota bucal elevando a quantidade de microrganismos cariogênicos em consequência aumenta a suscetibilidade de cárie. A cárie é uma doença multifatorial que depende da interação de três fatores principais: o hospedeiro, representado pela saliva e pelos dentes; a microbiota e a dieta consumida. O respirador bucal tem o fluxo salivar diminuído pelo ressecamento ocorrido pela respiração bucal, diminuindo sua resistência aos microrganismos cariogênicos como o Streptococcus mutans, que é considerado agente etiológico primário da cárie.

Pacientes com o hábito da respiração bucal mantêm a boca constantemente aberta, evitando que a língua pressione o palato. Com isso, há compressão externa da maxila pelo desenvolvimento dos sistemas ósseo e muscular da face. O palato duro (céu da boca) tende a subir (formando o palato ogival), e a arcada dentária superior tende a se deslocar para frente e para dentro, provocando um relacionamento errado dos maxilares com a mandíbula atrás da maxila, além de mordidas cruzadas. Ao subir, o palato pressiona o septo cartilaginoso para cima e para frente, desviando-o.

 

Com isso recomendamos que se cuide precocemente das obstruções nasais e caso se instale uma respiração bucal que seja tratada por procedimentos médicos e fonoaudiológicos antes que cause desvios posturais e tudo o mais descrito acima, dessa forma evitaremos todos os problemas relatados.

 

Um diagnóstico precoce e um tratamento alérgico moderno e eficiente, pode frequentemente prevenir pelo menos um dos maiores fatores que contribuem para efeitos progressivos da deformação dento facial, que é a respiração bucal. A prevenção é a maior arma contra esse problema. Consultar profissionais comprometidos com a prevenção poderá evitar graves problemas.  

 

 

Autor: Agnaldo Santos Bastos

Fonte: Redação Odontosites - Odontologia em um clique

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Respiração Bucal e Má Oclusão

A prevenção é a maior arma contra esse problema. Consultar profissionais comprometidos com a prevenção poderá evitar graves problemas.

Data da Notícia | 04/08/2016

No dia a dia nós dentistas nos deparamos com alterações das arcadas dentárias que surgem devido a fatores genéticos e funcionais.

Um deles é a respiração bucal que se instala por obstrução das vias aéreas superiores a qual pode ter diversas causas.

 

As principais são:

 

Rinite alérgica,

Hiperplasia(aumento) de adenoides,

Alterações do septo nasal,

Amígdalas inflamadas,

Conchas nasais hipertróficas e

Hábitos deletérios ou nocivos

A rinite alérgica é a principal causa da obstrução nasal, caracteriza-se por um processo inflamatório desencadeado tanto pelo contato com os alérgenos quanto com agentes irritantes.

 

Define-se rinite alérgica como uma doença caracterizada clinicamente por prurido nasal intenso, espirros em salva, obstrução nasal e coriza hialina, sintomas estes consequentes ao intenso processo inflamatório da mucosa nasal. Acredita-se que cerca de 10% da população mundial apresente rinite alérgica, atingindo aproximadamente 15% em crianças e adolescentes.

 

A “síndrome alérgica” desencadeia a respiração bucal crônica, sendo grande problema para ortodontistas, pois é de difícil tratamento devido a sua etiologia que está associada ao ônus que se paga pela civilização moderna, a poluição, ao ar-condicionado, etc.

 

Hábitos cronicamente adquiridos e mantidos, como o uso prolongado de chupeta e mamadeira com bico inadequado, falta de aleitamento materno. A postura errada da mamadeira poderá dificultar a respiração pelo nariz. A posição do bebê no berço, pois se ele estiver mal posicionado não conseguirá respirar pelo nariz.

 

Existem ainda pessoas que conservam o hábito de respirar pela boca, apesar da possibilidade de respirar pelo nariz, que atualmente é denominada disfunção, isto é, o paciente não respira pelo nariz devido aos anos de obstrução real que o impediram de usar sua musculatura facial de maneira correta, seus lábios adquiriram uma posição incorreta, ocasionada pela hipotonia(flacidez) labial. Com isso, mesmo não havendo nada que o impeça de respirar pelo nariz ele não consegue. É frequente encontrarmos nos pacientes com respiração bucal, interposição de língua, onicofagia (hábito de roer as unhas) e movimento de língua como se estivesse mastigando.

 

Devido a todas estas alterações ocorridas na musculatura facial e esquelética, o paciente desenvolve uma disfunção respiratória que o leva a respirar pela boca, mesmo após tratamento que libere suas vias respiratórias, sendo necessário uma terapia fonoaudiológica que o ajude a respirar pelo nariz.

 

Este conjunto de sintomas e sinais característicos encontrados no respirador bucal, permitem identificar a respiração bucal como uma síndrome, que dá ao paciente um aspecto geral de criança abobalhada, distraída e ausente. Os sintomas frequentemente são:

 

Estrutura facial alterada: a face torna-se longa e estreita.

Lábio superior hipotônico, curto e elevado com alteração, dada à pouca irrigação sanguínea.

Lábios separados e ressecados.

Língua hipotônica, volumosa, repousando no assoalho bucal.

Nariz pequeno, afilado, tenso, ou com a pirâmide alargada.

Olheiras profundas.

A história clínica do paciente com respiração bucal é característica. Frequentemente encontrarmos amigdalites recorrentes, rinite alérgica, hipertrofia de adenoides, etc…. É relatado também ronco, halitose, síndrome da apneia obstrutiva do sono, irritabilidade e/ou agressividade sem causa aparente.

 

Assim como distúrbios de crescimento, desenvolvimento, falta de atenção na escola, estão associados à crônica falta de oxigenação sanguínea adequada (diminuição de O2), propiciando uma deterioração da qualidade de vida e um processo de envelhecimento precoce.

 

A respiração bucal obriga o paciente a manter a boca aberta, para suprir a deficiência de ar respirado. Com isso o equilíbrio bochechas/língua é removido, alterando o equilíbrio da musculatura facial e é o principal fator etiológico da chamada “Síndrome da face longa”.

 

As alterações mais frequentes encontradas nos respiradores bucais são:

 

Mordida cruzada devido ao estreitamento encontrado na maxila.

Mordida aberta anterior, devido à falta de pressão do lábio superior sobre os incisivos e os dentes entreabertos para facilitar a respiração, isto causa o rompimento do equilíbrio de forças mantenedoras da oclusão.

Palato ogival, pois a pressão negativa do ar entrando pela cavidade bucal, em vez de entrar pelo nariz, faz com que o palato cresça para cima, provocando desarmonias oclusais e apinhamento devido a atresia do arco.

Mento (queixo) retraído.

Gengivite crônica, devido ao ressecamento da mucosa oral e a um acúmulo de placa bacteriana, em consequência do excesso de muco aderido aos dentes.

Alto índice de cárie. As alterações características do respirador bucal como a queda da mandíbula, musculatura labial, língua apoiada no assoalho bucal e as outras anteriormente citadas, alteram a microbiota bucal elevando a quantidade de microrganismos cariogênicos em consequência aumenta a suscetibilidade de cárie. A cárie é uma doença multifatorial que depende da interação de três fatores principais: o hospedeiro, representado pela saliva e pelos dentes; a microbiota e a dieta consumida. O respirador bucal tem o fluxo salivar diminuído pelo ressecamento ocorrido pela respiração bucal, diminuindo sua resistência aos microrganismos cariogênicos como o Streptococcus mutans, que é considerado agente etiológico primário da cárie.

Pacientes com o hábito da respiração bucal mantêm a boca constantemente aberta, evitando que a língua pressione o palato. Com isso, há compressão externa da maxila pelo desenvolvimento dos sistemas ósseo e muscular da face. O palato duro (céu da boca) tende a subir (formando o palato ogival), e a arcada dentária superior tende a se deslocar para frente e para dentro, provocando um relacionamento errado dos maxilares com a mandíbula atrás da maxila, além de mordidas cruzadas. Ao subir, o palato pressiona o septo cartilaginoso para cima e para frente, desviando-o.

 

Com isso recomendamos que se cuide precocemente das obstruções nasais e caso se instale uma respiração bucal que seja tratada por procedimentos médicos e fonoaudiológicos antes que cause desvios posturais e tudo o mais descrito acima, dessa forma evitaremos todos os problemas relatados.

 

Um diagnóstico precoce e um tratamento alérgico moderno e eficiente, pode frequentemente prevenir pelo menos um dos maiores fatores que contribuem para efeitos progressivos da deformação dento facial, que é a respiração bucal. A prevenção é a maior arma contra esse problema. Consultar profissionais comprometidos com a prevenção poderá evitar graves problemas.  

 

 

Autor: Agnaldo Santos Bastos

Fonte: Redação Odontosites - Odontologia em um clique

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