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ID da Notícia: 1651

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Data: 30/03/2017

Título: Avanços e desafios do tratamento odontológico a pacientes autistas

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As pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) representam cerca de 1% da população mundial, de acordo com a Sociedade Americana de Psiquiatria (American Psychiatric Association). Este grupo expressivo apresenta índices elevados de doenças odontológicas, em função das dificuldades na higienização.

 

No Brasil, houve avanços consideráveis na oferta de tratamento a pacientes autistas em consultórios e clínicas privadas. O método tradicional de sedação do paciente com anestesia geral antes do início dos procedimentos vem aos poucos sendo substituído por um tratamento humanizado.

 

“O primeiro passo é uma consulta com os pais ou cuidadores. Em seguida, o paciente autista assiste em casa a um vídeo de animação, que explica o procedimento odontológico. O autista precisa de previsibilidade das ações,” afirma Adriana Zink, que há 22 anos trata pacientes autistas em São Paulo.

 

No consultório, relata Adriana, o paciente autista tem a opção de começar brincando em um tapete no chão. A partir da segunda consulta, quando já está familiarizado com o tratamento, muitos pacientes vão diretamente para a cadeira.

 

Alguns pacientes resistem ao tratamento e se faz necessário o uso no consultório de um estabilizador. Nas situações extremas, é necessário sedar o paciente, o que geralmente é feito em um hospital. O objetivo é reduzir o número de pacientes tratados por meio de sedação e estabilizador.

 

“Nossa sociedade está avançando no sentido da inclusão de pessoas com necessidades especiais, o que é muito positivo. A Odontologia precisa estar em linha com este esforço, trabalhando pela humanização dos tratamentos,” afirma Juliano do Vale, presidente do CFO.

 

Se houve progressos consideráveis no acesso de pacientes autistas ao tratamento na rede privada, afirma Adriana, o atendimento na rede pública ainda continua a ser um desafio. As Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) têm poucos cirurgiões-dentistas com especialidade em Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais.

 

“A solução seria o Ministério da Saúde promover um programa de capacitação em massa dos cirurgiões-dentistas das UBS,” sugere Adriana. “É muito importante também que a Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais se torne uma disciplina obrigatória nas faculdades.”

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Avanços e desafios do tratamento odontológico a pacientes autistas

Data da Notícia | 30/03/2017

As pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) representam cerca de 1% da população mundial, de acordo com a Sociedade Americana de Psiquiatria (American Psychiatric Association). Este grupo expressivo apresenta índices elevados de doenças odontológicas, em função das dificuldades na higienização.

 

No Brasil, houve avanços consideráveis na oferta de tratamento a pacientes autistas em consultórios e clínicas privadas. O método tradicional de sedação do paciente com anestesia geral antes do início dos procedimentos vem aos poucos sendo substituído por um tratamento humanizado.

 

“O primeiro passo é uma consulta com os pais ou cuidadores. Em seguida, o paciente autista assiste em casa a um vídeo de animação, que explica o procedimento odontológico. O autista precisa de previsibilidade das ações,” afirma Adriana Zink, que há 22 anos trata pacientes autistas em São Paulo.

 

No consultório, relata Adriana, o paciente autista tem a opção de começar brincando em um tapete no chão. A partir da segunda consulta, quando já está familiarizado com o tratamento, muitos pacientes vão diretamente para a cadeira.

 

Alguns pacientes resistem ao tratamento e se faz necessário o uso no consultório de um estabilizador. Nas situações extremas, é necessário sedar o paciente, o que geralmente é feito em um hospital. O objetivo é reduzir o número de pacientes tratados por meio de sedação e estabilizador.

 

“Nossa sociedade está avançando no sentido da inclusão de pessoas com necessidades especiais, o que é muito positivo. A Odontologia precisa estar em linha com este esforço, trabalhando pela humanização dos tratamentos,” afirma Juliano do Vale, presidente do CFO.

 

Se houve progressos consideráveis no acesso de pacientes autistas ao tratamento na rede privada, afirma Adriana, o atendimento na rede pública ainda continua a ser um desafio. As Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) têm poucos cirurgiões-dentistas com especialidade em Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais.

 

“A solução seria o Ministério da Saúde promover um programa de capacitação em massa dos cirurgiões-dentistas das UBS,” sugere Adriana. “É muito importante também que a Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais se torne uma disciplina obrigatória nas faculdades.”

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